Equipe:
Adonias da Mata Silva
Adriana Nunes de Souza
José Anderson de Andrade Coutinho
Kely Priscila de Melo Barbosa
Martielly Paula Cavalcanti Santos
Paula Vanessa Dias de Alcântara
Atividade:
Elaboração de dois textos críticos na área de fonética/fonologia a partir dos conteúdos de apoio.
Data limite: 03-06-2011
Orientação: Prof Ms Patrícia Barreto
Blog voltado para criação de textos críticos na área de Fonologia, Estudos Linguísticos e afins.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Estudo dos sons com função comunicativa: Fonologia
O texto trata de questões da fonética e da fonologia, suas semelhanças, divergências e respectivas ocupações, abordando o estudo dos sons e a função comunicativa que possuem.
A fonologia se preocupa em estudar os sons que tem uma função comunicativa, ou seja, os sons e aspectos sonoros que veiculam uma mensagem.
A fonética, por sua vez, se preocupa em estudar qualquer som de uma determinada língua, as diversas variantes de um mesmo som.
Com uma linguagem clara e objetiva, mas sem deixar de fazer uso de termos técnicos, a autora classifica fonologicamente algumas letras, mostrando suas variantes fonético-fonológicas, alertando que, na escrita as letras possuem uma representação gráfica, um signo, mas que na representação sonora a mesma letra tem várias façanhas.
Essa variedade nas representações sonoras pode ocorrer por diversas razões. Pelo ambiente que a letra ocupa na palavra, os dialetos pelas diversas regiões, ou simplesmente pelo idioleto apresentado, sendo este uma variante de individuo para individuo.
No mesmo material é disponibilizado ainda um texto complementar, que perfeitamente cabível aos assuntos mencionados anteriormente. Segundo ele, o MEC (Ministério da Educação) vai rever o processo de alfabetização para séries iniciais, acarretando um polêmico debate na pedagogia nacional, e a grande pergunta feita é: Até que ponto métodos tradicionais são eficazes na alfabetização das crianças?
Sobre essa questão o texto expõe diversos aspectos e habilidades em relação à leitura; compreendendo o ato de ler como um processo ativo, em que o leitor interage com o texto, buscando um significado através de seu conhecimento prévio. Nos primeiros anos de escolaridade, é necessário desenvolver algumas habilidades fundamentais para a leitura, a fim de que as crianças se tornem leitoras competentes.
As habilidades necessárias ao ensino efetivo da leitura e que apresentam evidência científica são:
Instrução em Consciência Fonológica que é a capacidade de se refletir sobre a linguagem oral e seus componentes: palavras, sílabas e fonemas (sons).
Instrução em Fluência: A fluência na leitura se refere à habilidade em ler um texto com precisão, velocidade e expressividade adequadas. Apesar de a fluência ser uma habilidade que se desenvolve através da prática durante os anos de escolaridade, uma leitura pouco fluente interfere significativamente na compreensão do material escrito.
Instrução em Vocabulário: O ensino de vocabulário, seja de forma direta e explícita ou indireta, amplia o universo da criança e melhora a desenvoltura com que lê os textos. Sabe-se que existe uma forte relação entre o conhecimento de palavras e a habilidade de compreensão na leitura.
Instrução em Compreensão: A compreensão é o objetivo final da leitura. Trabalhar estratégias efetivas para o desenvolvimento da compreensão é fundamental para que a criança seja um leitor bem sucedido.
Algumas estratégias efetivas: resumir e selecionar os aspectos principais, monitorar a própria compreensão, discutir em pequenos grupos, usar mapas conceituais.Quando a criança apresenta dificuldades na leitura, apesar de uma instrução escolar adequada, é importante uma avaliação cuidadosa a fim de determinar o que está ocorrendo para que o aprendizado não aconteça da maneira esperada.
Quando a criança apresenta dificuldades na leitura, apesar de uma instrução escolar adequada, é importante uma avaliação cuidadosa a fim de determinar o que está ocorrendo para que o aprendizado não aconteça da maneira esperada.
Assim, notamos a importância de leituras como essa, de fácil interpretação, pela linguagem usada. Contudo, não desperta interesse em todos, pelo assunto tratado, mas para aqueles que estudam e/ou trabalham nessa área, com interesse em ampliar seus conhecimentos, ou naqueles que mesmo leigos, de alguma quem alguma informação sobre o assunto.
Os estudantes dos cursos de Letras, não saem da graduação preparados para trabalhar a fonologia em sala, em outros termos, não são motivados para a escolha desse caminho em seus cursos de especialização, graças as poucas horas dedicadas a esses estudos durante o curso. E isso traz essa carência refletida no momento que se faz necessário a utilização desses recursos.
Assim, notamos a importância de leituras como a do artigo, que além de ser de fácil interpretação, pela linguagem usada, consegue demonstrar o quanto é importante estudar a Fonologia e saber aplicar esses conhecimentos na sala de aula, como futuros docentes.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Análise linear e não-linear de fonemas
Já ficou claro que o estudo da fonética e da fonologia envolve os sons da fala, tanto os estudos isolados de cada fonema como as junções dos mesmos em vários ambientes, e dentro desse contexto têm-se modelos que auxiliam nesses estudos, são os lineares e o não lineares.
Os quais podemos definir como sendo o primeiro, uma análise da fala como uma combinação linear de segmentos ou conjunto de traços distintivos, com uma relação de um-para-um entre segmentos e matrizes de traços, com limites morfológicos e sintáticos. Já o segundo, o não linear, ver a fonologia de uma língua como uma organização em que os traços, dispostos hierarquicamente em camadas, podem estender-se aquém ou além de um segmento, ligar-se a mais de uma unidade, como também funcionar isoladamente ou em conjuntos solidários.
De acordo com Chomsky e Halle os componentes fonológicos referente à linearidade são: Competência/Desempenho e Gramática Universal (GU), onde Parte da gramática que atribui uma interpretação fonética à descrição sintática. A correspondência som-significado é definida pela gramática da língua. Representação fonológica – input; Representação fonética - output.
Todo falante possui uma informação fonológica que congrega duas formas diferentes das unidades lexicais de sua língua: uma representação fonológica mais abstrata, subjacente ao nível fonético, que só contém informação não-previsível (distintiva), e que estabelece a relação dos sons com o significado, e uma representação fonética, que indica como a palavra é realizada, que isola as propriedades articulatórias e acústicas dos sons para a realização e a decodificação do sinal da fala.
Os traços Distintivos são propriedades mínimas de caráter acústico ou articulatório que, de forma concorrente, constituem os sons das línguas. Os Traços podem ser divididos em classes, são: principais, de cavidade, do corpo da língua, de abertura secundária, de modo de articulação, de fonte, de prosódicos.
Os traços Principais são:
Soante: são os sons produzidos com uma configuração do trato vocal na qual é possível a sonorização espontânea. [+soante]: V, L, G, N
Silábico: são os segmentos que constituem núcleo silábico. [+silábico]: V, L, N
Consonantal: são os sons produzidos com uma obstrução radical da região médio-sagital do trato vocal. [+consonantal]: O, L, N.
Cavidade: são os sons produzidos com a lâmina da língua elevada acima de sua posição neutra. [+coronal]: Dentais, alveolares, palatos-alveolares, palatais
Anterior: são os sons produzidos com uma obstrução localizada na frente da região palato-alveolar da boca. [+anterior]: Labiais, dentais, alveolares.
Traços de abertura secundária: Nasal, Lateral.
Corpo da língua: Alto – são os sons produzidos com a elevação do corpo da língua. [+alto]: palatos-alveolares, palatais, velares e vogais altas
Baixo: são os sons produzidos com o abaixamento do corpo da língua. [+baixo]: glotais, vogal baixa.
Posterior: são os sons produzidos com a retração do corpo da língua. [+posterior]: velares, glotais, vogais posteriores
Arredondado – são os sons produzidos com um estreitamento do orifício dos lábios. [+arredondado]: labiais e vogais arredondadas.
Secundária: Nasal – são os sons produzidos com um abaixamento do véu palatino, permitindo o escape de ar através do nariz. [+nasal]: Consoantes nasais , vogais nasais.
Lateral: são os sons produzidos com a elevação da lâmina da língua e o abaixamento do centro da língua. [+lateral] : Consoantes laterais.
Modo de Articulação: Contínuo – são os sons em cuja constrição primária o trato vocal não está estreitado a ponto de bloquear a passagem do fluxo de ar.[+contínuo] : V, G, L, F
Metástase Retardada: são os sons cuja soltura do ar é, inicialmente, bloqueada e, depois, é liberada com turbulência. [+metástase retardada] : Africadas
Tenso: são os sons produzidos com uma ação que envolve considerável esforço muscular. [+tenso] : Vogais médias altas
Fonte: Sonoro – são os sons produzidos com a vibração das cordas vocais.
[+sonoro] : V, G, L, N e Obstruintes ([b,d,g,v,z])
Estridente: são os sons marcados acusticamente por um ruído estridente, em virtude de uma obstrução na cavidade oral que permite a passagem do ar através de uma constrição estreita. [+estridente]: Obstruintes fricativos
Prosódicos: acento, tom, duração.
Diante de tudo isso se pode concluir que as relevâncias dos traços distintivos mostram a naturalidade do funcionamento dos sistemas lingüísticos; favorecem a verificação da distância entre segmentos com base na especificação dos traços compartilhados; possibilitam o estabelecimento de classes naturais de segmentos e a constatação de que as regras se aplicam a classes de segmentos relacionados foneticamente e não a classes arbitrárias de segmentos e formalizam regras e comprovam sua naturalidade.
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